Conclusões

    Apresentamos de seguida as principais conclusões deste estudo experimental, realizado a 70 alunos com idades compreendidas entre 15 e 18 anos.

  • Os alunos sabem que o sono é importante mas subestimam o tempo que lhe devem dedicar.
  • Mais de 50% dos alunos dorme menos horas que as recomendadas por especialistas.
  • A maior parte dos alunos demora menos de 15 minutos a adormecer, o que pode significar que estes alunos se deitam muito cansados ao fim do dia.
  • 26% dos alunos demoram mais de quinze minutos a adormecer, para estes há uma maior probabilidade de existência de problemas ao nível do sono, como insónias devido à ansiedade. 
  • Existe um ciclo vicioso na rotina diária dos alunos: de manhã, os alunos (71%) sentem-se cansados, com sono e, portanto, com dificuldades em manterem-se acordados. Pelo contrário, à tarde, os alunos sentem-se despertos (59%); enquanto à noite se sentem cansados e com sono, novamente. 
  • O relógio biológico dos alunos não está sincronizado com o horário dos mesmos. Os alunos não seguem um horário adequado, ou seja, deitam-se tarde de mais relativamente às horas a que se levantam, o que faz com que o seu organismo tenha carência de sono e daí, não serem capazes de acordar por si mesmos de manhã e tenham de recorrer a despertadores.
  • A maioria dos alunos tem televisão ou computador no quarto (57%). Estes alunos, provavelmente veem televisão ou estão no computador antes de dormir. Estas actividades estimulam o cérebro e, por isso, fazem com que se adie a hora de deitar, o que contribui para a carência de sono e para o cansaço e sono durante a manhã.
  • A maioria dos alunos (54%) não acorda durante a noite, e não existem problemas ao nível do ciclo de sono dos alunos. 
  • Quase todos os alunos saem à noite e a maioria (96%) chega a casa entre as 2h e as 4h. As saídas à noite, bastante comuns nesta faixa etária, contribuem no entanto para uma possível desregulação do relógio biológico.
  • A maioria dos alunos bebe bebidas com cafeína, não fuma, bebe álcool e não toma medicamentos. A cafeína reduz a sonolência e, se for bebida à noite, pode adiar a hora de deitar, contribuindo para a carência de sono. Por outro lado, o álcool pode ser um indutor de sonolência, no entanto, o sono induzido por álcool perde qualidade e, portanto não é revitalizante, contribuindo para o cansaço ao acordar.
  • A observação dos resultados obtidos permite concluir que a maioria dos alunos tem peso considerado normal e que portanto, não possuem distúrbios de sono relacionados com a obesidade ou problemas alimentares.